Em matéria publicada pela Gazeta do Povo, a advogada Maria Emília Guimarães comenta o debate reaberto pelo documentário sobre o caso da empresária Anita Harley, para discutir os riscos da ausência de planejamento sucessório. Ela explica que a falta de um bom planejamento pode transformar uma situação de incapacidade em disputas judiciais prolongadas, com reflexos sobre a família, o patrimônio e a continuidade de empresas.
A advogada destaca que o planejamento sucessório deixou de se limitar à divisão de bens após a morte e passou a funcionar como instrumento de governança patrimonial, permitindo definir, ainda em vida, quem administrará o patrimônio e representará o titular em caso de incapacidade. Ela observa ainda que instrumentos como a procuração têm limitações jurídicas e podem ser invalidados, sendo recomendável avaliar individualmente mecanismos como escritura de autocuratela, testamento e protocolos familiares, sobretudo em empresas sob controle familiar.
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